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EUTANASIA - UMA SUTIL FALACIA

Quem defende a legalização da eutanásia costumam invocar o suposto direito individual a dispor da própria vida,

ou ainda ao que consideram uma manifestação de solidariedade social: eliminar vidas que –sempre segundo eles– carecem de sentido e constituem um duro ônus para os familiares e para a própria sociedade.

Através da Monografia Alpha e monografias de direito e sociologia

No entanto, parece claro que se esforçar por mitigar a dor é positiva, mas propor-se eliminá-la acima de qualquer outro valor, inclusive atentando contra a vida de um inocente, é um grave erro: o fim não justifica os meios.

O ser humano, ainda no umbral da morte, conserva toda sua dignidade. Algumas ideologias no último século consideraram determinadas dimensões parciais do ser humano como valores absolutos e, ao fazê-lo, geraram clamorosas injustiças: assim sucedeu com quem construíra sua visão do mundo exclusivamente sobre a raça, a cor da pele, a classe social, a nação, ou a ideologia. E algo semelhante sucedeu a alguns com a saúde, e lhes levou a um fenômeno similar.

Propugnam um totalitarismo que, na prática, decide quem tem direito a viver e quem não; consideram-se legitimados para se envolverem com quem não se corresponde com seu padrão de homem: os deficientes, os enfermos, os idosos, os moribundos. Quando se pretende dar morte aos que são débeis ou deficientes, para estabelecer no mundo uma espécie de tirania da normalidade, esse mundo fica inevitavelmente desumanizado.

AC Monografia – Pesquisa em monografias de Direito Constitucional e Civil

É premente lutar contra os efeitos adversos da deficiência física e a debilidade, mas os enfermos sempre são seres humanos aos quais devemos respeitar.

Algumas objeções —Mas quando é o próprio enfermo quem o pede? Quando um enfermo que sofre pede que o matem, o que em realidade está pedindo quase sempre é que lhe aliviem os padecimentos, tanto os físicos como os morais, que às vezes são ainda mais dolorosos.

São casos habitualmente provocados pela solidão, pela incompreensão, pela falta de afeto e consolo no transe supremo. Em qualquer caso, deve-se lutar por vencer a doença, mas não é lícito eliminar seres humanos enfermos para que não sofram.

O fim –subjetivamente bom– não justificaria esses meios (neste caso, matar a um inocente). A eutanásia não é um simples ato paliativo do sofrimento, senão desprezar e vexar definitivamente ao paciente.
Costuma-se falar de eutanásia como redenção do sofrimento, quando com freqüência nada mais é do que uma decisão utilitarista que alivia e libera a quem têm de cuidar ao enfermo. —Mas não todos os casos são igualmente condenáveis: há que se pôr no lugar do enfermo e de sua família, que podem estar numa situação tremendamente dura.

Alpha Monografia – Pesquisa de monografias para TCC em direito

Obviamente, mas não devemos confundir o que suceda no interior das pessoas num momento difícil, com o que as leis ou a sociedade deve ter como aceitável ou rechaçável. Há circunstâncias que exigem muito entendimento, e que podem atenuar a responsabilidade de qualquer erro que uma pessoa cometa –já dissemos que todos os ordenamentos jurídicos contam com isso–, mas isso não deve confundir-se isso com a norma geral

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